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( Ciência ( Admiração ) Arte )

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#30M

#30M

A ciência brasileira é feita nas universidades públicas.

São nelas que se produz conhecimento.

Estas descobertas são compartilhadas e ficam disponíveis à toda sociedade.

Criando a base para ideias empreendedoras e geração de novas tecnologias.

Investimento público em ciência = desenvolvimento para todos.

Reduzir verba e salário de pesquisadores vai estagnar a ciência e o desenvolvimento do país.

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Braquiópodes e arte japonesa

Morse 1902 - Observations on living Brachiopoda

I visited Japan solely for the purpose of studying the Brachiopoda of the Japanese seas, and this step led to my accepting the chair of zoology in the Imperial University at Tokyo. Gradually I was drawn away from my zoological work, into archaeological investigations, by the alluring problem of the ethnic affinities of the Japanese race. The fascinating character of Japanese art led to a study, first of the prehistoric and early pottery of the Japanese, and then to the collection and study of the fictile art of Japan. Inexorable fate finally entangled me for twenty years in a minute study of Japanese pottery. The results of this work are embodied in the Catalogue of Japanese Pottery, lately published by the Museum of Fine Arts, Boston. With this work off my hands, I turned back with eagerness to my early studies of the Brachiopoda (…) Japan is the home of the brachiopods.

Edward S. Morse, 1902. Observations on living Brachiopoda in Memoirs of the Boston Society of Natural History, 5(8): 313-386.

As citações são da página 313, 374 e da prancha 41.

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Villefranche-sur-Mer

Tivemos mais um Lab Retreat e dessa vez ao invés de esquiar fomos para a praia. Aproveitamos para fazer um mini-simpósio no famoso Observatoire Oceanologique de Villefranche.

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Buscar artigos da PLOS pelo DuckDuckGo

Ano passado resolvi experimentar a DuckDuckHack, plataforma de desenvolvimento para o buscador DuckDuckGo. A idéia era usar as respostas instantâneas, característica do pato, para encontrar artigos científicos; ou seja, um Google Scholar alternativo.

Apesar de parecer possível, resolvi tentar algo mais simples. Um plugin que usa o API da PLOS para buscar artigos (como esse) e mostrá-los na caixa de resposta instantânea.

Pra buscar basta colocar a palavra “plos” + termo de busca (exemplo acima). O resultado é uma lista com o título e data dos 5 artigos mais relevantes e link direto para o texto. O mouse over mostra os autores e qual revista da PLOS. Este formato foi simplificado ao longo do pull request inicial e finalizado no segundo.

Resposta instantânea para artigos da PLOS no DuckDuckGo.

O código no final é bem simples, uma função em Perl que conecta o API ao Duck e uma função em javascript que lida com a resposta da busca. E a comunidade do pato é bem amigável pra ajudar com qualquer dificuldade no código.

O fato de ser um plugin de um buscador menos usado que o Google restringe um pouco o número de usuários. Talvez eu seja o único e posso contar nos dedos quantas vezes eu usei. Muito mais útil seria se ele buscasse toda literatura científica! Mas enfim,  gosto dele. Acho que é a emoção de conectar serviços usando APIs.

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Relembrando o inverno passado

O plano era ir num congresso no Texas em janeiro, coletar braquiópodes em Washington e por fim visitar um laboratório em Rhode Island. Fui até Oslo para a entrevista do visto e começou a confusão. Tinha pedido um visto de congresso, mas pediram para trocar por um de estudante (por causa da visita para Rhode Island). Aí começou o drama de enviar documentos entre continentes com o complicador que dezembro é um mês pela metade. Em resumo, mandei meu passaporte pra embaixada na semana antes do natal e meu vôo era dia 03 de janeiro. Minha apresentação no congresso era dia 05.

Fui para Tromsø e depois Amsterdã com o pessoal da bio (mais sobre isso em outro post) sem meu passaporte. No dia 2 avisaram que o passaporte estava pronto em Oslo. Tive que mudar meu vôo pro dia 4 e o jeito mais barato era fazer upgrade pra classe executiva. Arranjei também uma entrega no mesmo dia de OSL pra AMS! Recebi o passaporte no dia 3 de noite e fui pegar o avião no dia seguinte de manhã. Chego no aeroporto e… vôo cancelado! Por causa da nevasca em Nova Iorque.

Estava na fila gigantesca com os outros passageiros e passou a moça chamando quem era da “bussiness”. Eu já tinha esquecido que eu era! Já tinham me colocado em outro vôo pra NY, mas chegando em outro aeroporto. De qualquer modo consegui chegar onde iria pegar o vôo pro Texas. O aeroporto estava um caos, mas meu vôo saiu, atrasado mas saiu. Cheguei lá e minha mala não chegou, tinha ficado em Nova Iorque.

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Base da minha alimentação nos EUA.

Fui direto para o hotel e no dia seguinte foi minha palestra que correu bem. Na noite sequinte consegui errar a cama e caí com meu joelho na barra de metal da cama. Achei que tinha rachado a rotula, com certeza. Minha mala ainda não tinha chegado e tive que começar a comprar roupas pra sobreviver ainda manco. Minha mala chegou no Texas dia 07 só no vôo das 18:30. E eu fui embora do Texas para Washington no mesmo dia, só que no vôo das 17:30… Aproveitei para fazer mais compras em Seattle, comprei uma mala até.

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Um tanque cheio de braquiópodes.

Fomos pra Friday Harbor coletar e foi bem produtivo, apesar do meu experimento não ter funcionado como o planejado.

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Cerveja do Alasca e figuras de bexiga.

Com o fim da coleta fui para o próximo destino, o menor estado dos EUA. Pegamos um vôo pra Nova Iorque e chegamos 2h antes de outra tempestade de neve. Mas tudo deu certo e consegui pegar o trem para Providence.

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Primeira noite em Providence, RI.

Fiquei por lá por quase um mês mexendo com dados de expressão gênica do verme pênis e também foi muito proveitoso.

Depois fui pra Nova Iorque, visitei a Paola no Brooklin e ainda fomos ver um jogo da NBA.

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No badalado Brooklyn com a Peulla.
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NYC.
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Assistindo jogo com a Paola!

Por fim, tive que ir até Amsterdã para pegar o vôo pro Brasil, mas não foi tão mal assim. E no Brasil foi muito bom rever todo mundo!

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Comida no Brasil!
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Fotos oficiais do laboratório

Tiramos a foto oficial do laboratório :)

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notas ciência

Uma galáxia para o conhecimento

By empowering readers and observers with transparent access to the means by which conclusions are reached, rather than assembling them in an audience to hear the Authorities deliver the catechism from on high, we are all of us becoming scientists in this way, entering into a democracy of the intellect that is already bearing spectacular fruit, not just at Wikipedia but through any number of collaborative projects, from the Gutenberg Project to Tor to Linux.

via theawl.com and @brunogola
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Está bom, filho. Vai pesquisar besouro.

O que você acha da política científica brasileira?

Está ultrapassada. Principalmente, a gestão científica. Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical (PS do Viomundo: publicado primeiro aqui mesmo, neste espaço). O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas absurdas dentro das universidades. Não podemos mais fazer pesquisa de forma amadora. Devemos ter uma carreira para pesquisadores em tempo integral e oferecer um suporte administrativo profissional aos cientistas.

Visitei um dos melhores institutos de física do País, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e o pessoal não tem suporte nenhum. Se um americano do Instituto de Física da Universidade Duke visitar os pesquisadores brasileiros, não vai acreditar. Eles tomam conta do auditório, fazem os cheques e compram as coisas, porque não é permitido ter gestores científicos com formação específica para este trabalho. Nós preferimos tirar cientistas que despontaram da academia. Aqui no Brasil há a cultura de que, subindo na carreira científica, o último passo de glória é virar um administrador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ou da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). É uma tragédia. Esses caras não tem formação para administrar nada. Nem a casa deles. Não temos quadros de gestores. A gente gasta muito dinheiro e presta muita atenção em besteira e não investe naquilo que é fundamental.

Se chega um jovem muito talentoso que quer investigar besouro, devemos responder: “Está bom, filho. Vai pesquisar besouro.” Eu não investiria em tópicos, em áreas específicas. Eu investiria primordialmente em gente. Porque se você investir em pessoas talentosas, elas encontrarão nichos em que o Brasil terá benefícios tremendos.

Nós publicamos mais do que a Suíça. Mas o impacto da ciência suíça é muito maior. Basta ver o número de prêmios Nobel lá. E eles têm apenas cinco milhões de habitantes. Na academia brasileira, as recompensas dependem do que eu chamo de “índice gravitacional de publicação”: quanto mais pesado o currículo, melhor. Ou seja, o cientista precisa colecionar o maior número de publicações – sem importar tanto seu conteúdo. Não pode ser assim. O mérito tem de ser julgado pelo impacto nacional ou internacional de uma pesquisa. Não podemos dizer: quem publica mais, leva o bolo. Porque aí o sujeito começa a publicar em qualquer revista. Não é difícil. A publicação científica é um negócio como qualquer outro. Mesmo se você considerar as revistas de maior impacto. Também não adianta criar e usar um índice numérico de citações (que mede o número de citações dos artigos de um determinado cientista).

Se Einstein não poderia estar no topo, há algo errado. Minha esperança é que o futuro ministro ataque isso de frente pois, até agora, ninguém teve coragem de bater de frente com o establishment da ciência brasileira. Ninguém teve coragem de chegar lá e dizer: “Chega! Não é assim! A ciência não está devolvendo ao povo brasileiro o investimento do povo na ciência.” Os cientistas brilhantes jovens não têm acesso às benesses que os grandes cardeais – pesquisadores A1 do CNPq – têm, muitos deles sem ter feito muita coisa que valha.

Para entender a que me refiro, basta participar de reuniões científicas e acompanhar a composição de uma mesa. Não há nada semelhante em lugar nenhum do mundo: perder três minutos anunciando autoridades e nomeando quem está na mesa. É coisa de cartório português da Idade Média. Cientista é um cidadão comum. Ele não tem de fazer toda essa firula para apresentar o que está fazendo. É um desperdício de energia, uma pompa completamente desnecessária. Muitas vezes, os pesquisadores jovens não podem abrir a boca diante dos cientistas mais velhos. Eu ouço isso em todo o Brasil.

Eu adoro a USP, onde me formei. Mas a liderança que temos hoje na USP é terrível. O reitor da USP (João Grandino Rodas) é uma pessoa de pouca visão. Não chega nem perto da tradição das pessoas que passaram por aquele lugar. São Paulo acabou de perder um investimento de 150 milhões de francos suíços (cerca de R$ 270 milhões) porque o reitor da USP não tinha tempo para receber a delegação de mais alto nível já enviada pelo governo suíço ao Brasil. Mandaram o pró-reitor de pesquisa da universidade (Marco Antônio Zago) fazer uma apresentação para eles. Ninguém agradeceu a visita.

via viomundo.com.br

Miguel Nicolelis falando muitas verdades. Mais claro e direto, impossível. Só selecionei umas citações… leiam a íntegra no link acima.

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O que aprendi no mestrado

Defendi meu mestrado com bolachas-do-mar no fim de 2008. Resolvi me lembrar das coisas que aprendi durante estes 2 anos e vejam só o que apareceu.

  • Criar shell scripts para automatizar algumas tarefas como converter arquivos de vídeo e Imagens, adicionar marca d’água, redimensionar e criar páginas HTML
  • Utilizar estilos num processador de texto (OO)
  • Criar Imagens em 3D usando o ImageJ
  • Técnicas para melhorar a qualidade de fotomicrografias, como diminuir o ruído e limpar o fundo
  • Tirar fotos em microscópio de luz usando DIC
  • Usar um pouco do R para fazer gráficos e estatística descritiva
  • Usar LaTeX para processar documentos
  • Filmar e editar vídeos no microscópio e lupa
  • FLV é o formato mais indicado (custo benefício e acessibilidade) para divulgar vídeos na web
  • Converter diferentes formatos de vídeo
  • Criar páginas em XHTML do zero
  • Mexer com CSS
  • Criar sites/blogs usando wordpress
  • Fazer backups
  • Ficar na frente do computador a maior parte do tempo
  • Instalar versões diferentes do linux
  • Resolver bugs e problemas no linux e editar arquivos de configuração
  • Mexer com linha de comando
  • Nomear arquivos de forma eficiente e renomear arquivos rapidamente
  • Criar e editar macros no ImageJ
  • Usar o LaTeX para redigir textos
  • Usar o subversion para controlar versões
  • Editar textos com o VIM